sábado, 14 de julho de 2007

O pombo de asa ferida

2007-07-12

Lisboa , Quinta do Morgado.
Um pombo de asa ferida fica na faixa de rodagem.
Alguns condutores circulam a alta velocidade ignorando totalmente a sua presença e só não é esmagado porque o desgraçado está sobre o tracejado, outros fazem desvios bruscos para não o pisarem.
Porém um condutor parou, acende as luzes de emergência, sai do veículo e tenta enxotar a ave para fora do alcatrão onde ficou em segurança.
Era um sexagenário de cabelos grisalhos.
Aos olhos de muitos pode isto ser um acontecimento banal que não merece de qualquer atenção, mas outro tanto não aconteceu com o «Olhar de Vento», e explica-se porquê.
Pombos existem aos milhares na cidade e até os serviços que cuidam do ambiente tem usado produtos químicos para os esterilizar e assim controlar a sua população.
Perguntar-me-ão certamente:
Então se assim é para quê preocupar-se com mais um pombo ou menos um?
De facto assim é, mais um ou menos um pombo não tem qualquer importância.
A importância, está isso sim no comportamento ena sensibilidade daquele condutor.
Ele condoeu-se com o facto do pombo vir a ser esmagado e achou que se o colocasse fora de perigo teria ainda chance de vida por mais algum tempo e a morrer que morresse normalmente como morre tudo o que nasce.
Por se tratar de uma rara excepção, «Olhar de Vento »,registou.

Olho de Vento

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