sábado, 14 de julho de 2007

A Mãe Perdiz

2006-08-15

Hora da sesta sol a pique, uma estrada municipal com pouquíssimo movimento ladeada por terras de restolho onde se havia já ceifado o trigo.
A estrada é estreita é uma recta e o asfalto foi renovado «Olho de Vento» rodava então a 80 Km/hora.
Nada de especial se não fora uma patrulha da GNR que seguia a umas centena de metros à minha frente, ter encostado e com os quatro piscas ligados, me fazer sinal para parar.
Surpreso coma atitude das autoridades mas tranquilo encosto à berma, abri a porta e saí do carro.
Um dos guardas sorri, e gestualmente sem falar aconselha-me calma.
Não foram precisas palavras pois de imediato percebi o que se estava a passar.
Era nem mais nem menos que uma mãe perdiz com um numeroso carreiro de perdigotos a traz de si que atravessava a estrada.
Bela imagem, muito rara, mas que já algumas vezes tinha presenciado.
Para quem não sabe, fique agora a saber que uma perdiz com filhotes, nunca atravessa um estrada ou caminho sem parar na berma alguns minutos e certificar-se de que o pode fazer em segurança.
Foi o que aconteceu ali, a Brigada vinha atenta viu a perdiz na valeta espreitando a estrada, e avisadamente resolveram parar não só para ver o espectáculo mas para prevenir que qualquer condutor mais apressado e menos atento molestassem aquela maravilhosa e rara ninhada de perdigotos muitos jovens ainda.
Belo exemplo nos dá estas «mães perdizes».
Quantas vezes vemos n a atravessar artérias movimentadas quando levam crianças pela mão ou empurram um carrinho com bebe?

Olho de Vento


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